Um dos símbolos de vida pela sua fertilidade, assim como os ovos. Assim é o coelho. A origem é uma lenda germânica sobre o Osterhase, em que uma lebre trazia ovos enfeitados às crianças no equinócio de primavera. Ela escondia os ovos e cabia às crianças encontrá-los, surgindo a “Caça aos Ovos”
O aroma inconfundível do chocolate e do avelã está no ar. O corredor de ovos de Páscoa, bombons e chocolates finos decoram os tetos e gôndolas dos supermercados, lojas especializadas e casas gastronômicas artesanais de Lages, transformando estes ambientes em divertidos e coloridos cenários lúdicos e fabulosos. Lages está preparada para a magia e fascinação da Páscoa 2025, comemorada no dia 20 de abril, com a idealização e desenvolvimento da Doce Páscoa, com uma programação emocionante a crianças, jovens, adultos, idosos e famílias inteiras lageanas, das cidades vizinhas e turistas, agendada para começar oficialmente em 12 de abril, sábado, oito dias antes da Páscoa, data que reporta à Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Haverá um a solenidade de abertura oficial.
A palavra páscoa significa passagem e tem origem religiosa. No Brasil e em outros países de origem cristã, celebra a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a passagem e a vitória da vida sobre a morte.
A área central urbana será o palco das atrações, propiciando encantamento ao público em seus passeios em uma das datas de maior movimentação financeira no comércio, a partir da venda de chocolates, biscoitos e cestas, gerando renda e desenvolvimento econômico. Além disto, outra vantagem será o feriado prolongado, desde a Sexta-feira Santa (18 de abril) até a segunda-feira, em memória e homenagem ao mártir da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes).
Portanto, serão quatro dias de folga, motivo da atração de visitantes a Lages e intensa circulação nas rodovias federais e estaduais e no Terminal Rodoviário Dom Honorato Piazera. Cafeterias, panificadoras, lanchonetes, restaurantes, pizzarias, bares, pubs, sorveterias, supermercados, postos de combustíveis e hotéis devem ter alta concentração de fluxo de pessoas.
A tradicional Praça João Costa, o famoso Calçadão de Lages, abrigará o evento Doce Páscoa, projeto promovido pela prefeitura de Lages, por intermédio da Secretaria do Turismo, para evidenciar o espírito festivo da temporada, simultaneamente ao comprometimento do Município em estabelecer a inclusão social e estreitar as relações comunitárias pelos instrumentos da arte e valorização da cultura local.
Coelhos produzidos de modo artesanal devem ornamentar o centro da cidade, na Casa de Páscoa, assim como surpresas estão por vir, tato no quesito decoração, quanto programação. A produção, por artesãs instrutoras de artesanato em cursos no Mercado Público Municipal Osvaldo Uncini, do projeto Artes nos Bairros, e por servidores, acontece em um pavilhão dentro do próprio Espaço Cultural Aristiliano Ramos. A Casa de Páscoa, bem no Calçadão, será inteiramente enfeitada e aberta à visitação de 12 a 20 de abril.
O Coelhinho da Páscoa compreende um dos símbolos de vida devido a sua fertilidade, assim como os ovos. A origem é uma lenda germânica sobre o Osterhase, em que uma lebre trazia ovos enfeitados às crianças no equinócio de primavera. A lebre escondia os ovos e cabia às crianças encontrá-los e daí, inclusive, surgiu a tradição da caça aos ovos. A tradição foi levada pelos alemães aos Estados Unidos (EUA) no fim do século XVIII e de lá se popularizou, associada à Páscoa de Jesus, e se tornou um evento familiar a partir do século XIX.
Uma bagunça deliciosa no Calçadão
E, para tornar ainda mais real esta proposta, a prefeitura engajou crianças e estudantes do Sistema Municipal de Ensino à causa, com o convite à pintura de mais de oito mil ovos de Páscoa como ornamento das árvores da Praça João Costa. Até agora, cinco mil ovos já foram pintados.
As casquinhas de ovos são de plástico e foram doadas em virtude de uma parceria entre a prefeitura de Lages e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Possuem uma abertura na extremidade inferior para justamente facilitar o manuseio na hora da pintura, e também para o armazenamento de docinhos.
As atividades de pintura, instruídas por três artesãs vinculadas à Diretoria de Inclusão e Cidadania/Secretaria da Assistência Social, em revezamento nos períodos matutino e vespertino, iniciaram nesta semana, dia 31 de março, e prosseguem no Espaço Cultural Aristiliano Ramos. Ao longo desta primeira semana do mês de abril, a Secretaria do Turismo receberá, em média, 80 crianças por dia, responsáveis pela pintura dos ovos, os quais, em seguida, serão cuidadosamente pendurados nas árvores da Praça João Costa, formatando um panorama deslumbrante aos espectadores.
Os trabalhos são orientados pela professora Romaritssa Rodrigues, com o apoio de artesãs e educadoras das Escolas Municipais de Educação Básica (Emebs) participantes do projeto, como as Emebs Santa Helena, Hermínio Pinheiro Júnior, Professor Antônio Joaquim Henriques, Nossa Senhora dos Prazeres e Frei Bernardino. A pintura conta, aliás, com alunos de outras instituições, como a Associação de Pais e Amigos dos Autistas (AMA), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e os colégios Santa Rosa de Lima e Bom Jesus Diocesano, enaltecendo a interação entre as crianças, une a comunidade em torno da união e da criatividade, e fortifica os laços de identidade local. Cria momentos de aprendizado e expressão. Em resumo, com a participação de alunos, educadores, artesãos e diversas entidades do município, a ação busca exibir, na Praça João Costa, um espetáculo de cores e simbolismos da Páscoa.
Lanches especiais são servidos diariamente aos grupos, fornecidos e elaborados por departamentos da prefeitura, a exemplo das secretarias da Assistência Social/Padaria e da Educação. São sanduíches de frango, biscoitos doces e salgados, frutas (como banana e pera) e café.
A ação de pintura consiste no resultado de uma parceria entre as secretarias municipais do Turismo, da Educação e de Políticas para a Mulher e para o Idoso; Coordenação Habitacional, e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lages. O presidente da CDL e empresário, Célio Bueno, foi o responsável pela doação dos materiais, como tintas, panos e pincéis.
A prefeita Carmen Zanotto; a secretária municipal do Turismo, Ana Vieira, e a secretária de Estado do Turismo, Catiane dos Santos Monteiro Seif, prestigiaram o trabalho em conjunto.
Energia leve, animada e otimista, típica do mundo infantil. “Um dia tão lindo como este, propício à prática de uma atividade tão bonita. As crianças estão de parabéns. Será uma Páscoa linda”, sintetiza a prefeita Carmen Zanotto.
Remodelação de um dos maiores eventos do calendário brasileiro. “Planejamos uma Páscoa ímpar, que cative toda a comunidade e sobre a qual as pessoas sintam-se abraçadas. A secretária de Estado do Turismo, Catiane dos Santos Monteiro Seif, pôde ver de perto o trabalho das crianças e ficou admirada com os resultados. Tem beleza, tem carinho, tem amor”, analisa a secretária municipal do Turismo, Ana Vieira.
Lages deve ser um time único, conciso e com boas lições vindas de crianças. “Oportunidade de atividades lúdicas e diferenciadas, com o senso de pertencimento na construção de uma Páscoa especial a Lages. Ampliar o olhar, saindo de um espaço normalmente monótono, com novidades positivas e cheias de esperança nesta época do ano”, analisa o secretário da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira.
Geração de renda com a venda de chocolates e um Centro charmoso. “A administração estabeleceu harmonia e união com entidades dos mais diversos segmentos. Já foram várias reuniões. A gestão tem afinado cada vez mais as relações. Já a adianto que esta será uma parceria permanente, daqui para o futuro. Eu passo no Calçadão todos os dias, acompanhar o trabalho em evolução. As crianças estão adorando tudo isto que está acontecendo aqui em Lages e, por consequência, o nosso comércio também”, comemora o presidente da CDL, Célio Bueno.
Crianças da Emeb Frei Bernardino eufóricas com a atividade
Ao todo, 44 crianças na faixa etária de sete a nove anos, frequentes dos 2º e 4º do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Frei Bernardino, sediada no bairro Frei Rogério, participaram da pintura de casquinhas de ovos de Páscoa na tarde desta sexta-feira (4 de abril). São 24 crianças do 2º ano e 20 do 4º.
A professora de Apoio à Inclusão, Janete Pereira Waltrick, presta suporte a quatro alunos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para a educadora, estar em um ambiente de mútuo engajamento exercita habilidades e torna as crianças mais felizes e com segurança de aceitação e igualdade. “A presença das crianças na produção desta Páscoa fará com que deixem sua marca. Elas vão sair na rua, passar pelo Centro e dizer aos papais e mamães: ‘Olha, foi eu que ajudei a fazer’. É gratificante.”
A pintora e dançarina Isabelle
Isabelle Vieira Faifer, nove anos, estuda na Emeb Frei Bernardino e amou o passeio pré fim de semana. “É a primeira vez que a gente faz decoração de Páscoa assim. E gosto de pintar e desenhar. Eu simplesmente adoro a Páscoa. Gosto mais da Páscoa do que do Natal. Na minha escola de dança a gente faz apresentações com coreografias temáticas de Páscoa. A gente faz pintura de Coelhinho no rosto”, revela a garotinha, aluna da Escola de Artes Elionir Camargo Martins desde os sete anos, que já fez balé em uma iniciativa gratuita no bairro São Francisco. “Este ano eu vou querer um ovo de Páscoa famoso, do Harry Potter, o ovo dourado. Dizem que é raro. Vem com um mini microfone”, confessa, lembrando como é a receptividade ao Coelhinho da Páscoa em sua casa. “Eu faço uma barraca na cozinha para esperar ele. Eu tenho um porquinho da Índia, o nome dele é Davi, e a mesma ração que dou para ele, eu coloco para o Coelhinho.”
Grupo de 15 alunos maduros e idosos da Apae atuam na pintura de ovos da Páscoa nesta sexta
O Espaço Cultural Aristiliano Ramos recebeu duas turmas de alunos atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) na tarde de sexta-feira (4), homens e mulheres experientes de vida, a partir dos 45 anos de idade. Dois grupos com sete a oito componentes, cada.
Desenvolvimento cognitivo, socialização e, principalmente, vivências inéditas. “Eles ficam extremamente contentes. É bom para o corpo e a alma”, observa a professora Silvana Andrade. O aluno da instituição, Sidinei Ribeiro, era “só sorrisos” largos ao sair das quatro paredes da Escola Raio de Sol e “curtir” a tarde ensolarada. “É legal demais.”
Texto: Daniele Mendes de Melo, com colaboração de Leonardo Machado
Fotos: Marcos Heitor de Carvalho e Lucas Centenaro
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