Prefeitura inicia trabalho de recuperação da área do antigo lixão de Lages
22/04/2021 11:45:01
Fotos: Divulgação
Meio Ambiente 22/04/2021 11:45:01
Prefeitura inicia trabalho de recuperação da área do antigo lixão de Lages
Um estudo técnico foi realizado para verificar os principais problemas ambientais encontrados na área, para posterior início da reabilitação ambiental do antigo lixão
A Prefeitura de Lages, através da Diretoria de Resíduos Sólidos da Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa), iniciou um trabalho de recuperação da área degradada onde ficava o antigo lixão, próximo à região do bairro Chapada. Em parceria com a Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), de Criciúma (SC), foi realizado um estudo técnico para avaliar a situação desta área e sua possível reabilitação ambiental.
A entrega do diagnóstico completo foi realizada na terça-feira (20 de abril), no Centro Ambiental Ida Schmidt, localizado no parque Jonas Ramos, o Tanque. Foi aproximadamente um ano de estudos sobre a área.
Segundo o secretário da Semasa, Jurandi Agostini, havia uma solicitação antiga do Ministério Público que cobrava uma providência com relação a este problema ambiental. “Precisávamos saber a real situação daquela área e seu nível de degradação, para então começar um trabalho de recuperação. Por isso contratamos uma empresa terceirizada, em parceria com a Unesc, para realizar este diagnóstico. Tendo em mãos este estudo, vamos tentar resolver o problema a curto/médio prazo”, afirma.
Para o diretor de resíduos sólidos da Semasa, Milton Matias, este estudo foi de extrema importância para dar início às obras de recuperação, já que antes somente havia dados superficiais. “Agora temos um documento completo que irá nos dar amparo técnico para iniciar a reabilitação do local e inclusive buscar parcerias, já que se estima um custo relativamente alto para a execução deste projeto. Nosso objetivo é devolver para a comunidade uma área recuperada ambientalmente, trazendo benefícios sociais, ambientais e sanitários para a população”, destaca o diretor.
Principais problemas detectados
Durante o estudo, entre os principais problemas detectados pela empresa responsável está no sistema de drenagem superficial; a proteção e isolamento contam com cercas danificadas e a presença de bovinos no local.
O lixão continua produzindo uma quantidade considerável de biogás. O terreno também não conta com a devida camada de solo de cobertura, que está com resíduos expostos decorrentes de processos erosivos e trechos de manta impermeabilizante.
Quanto à qualidade das águas superficiais, as drenagens de direcionamento do lixo enviado para as lagoas de tratamento encontram-se comprometidas. “Apesar de uma forma geral a qualidade da água está de acordo com as exigências das resoluções afins, observa-se incremento da carga de poluição no corpo d'água”, explica Milton Matias.
Projeto passará por licitação para ser executado
Entre as medidas propostas para recuperação está a limpeza da área, implantação de cobertura vegetal, recomposição do solo de cobertura, sistema de drenagem superficial, isolamento da área e drenagem do biogás.
No estudo também foi repassado um orçamento para a execução do projeto de recuperação ambiental, com um valor estimado em quase um milhão. Por se tratar de valor alto, a prefeitura está em busca de parcerias para o início da obra. A previsão é de que ainda neste ano seja lançado um edital para contratação de uma empresa especializada. Após a execução ainda serão necessários aproximadamente cinco anos de acompanhamento. “O objetivo é recuperar a área, para que ela tenha realmente uma utilidade dentro da comunidade. Naturalmente, por se tratar de um antigo lixão, não poderá ser utilizado para área industrial, mas temos a ideia de reutilizar o terreno para algum parque com floresta nativa”, finaliza Milton.
Texto: Aline Tives
Fotos: Divulgação
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